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por Manuel Reis, em 09.06.14

Foi uma semana negra para a comunicação portuguesa. Tanto para a comunicação de marcas como para a comunicação social.

 

Foram os cartazes da Olá (marca Unilever-Jerónimo Martins) com erros ortográficos ("Já experimentas-te os chocolates Olá?"), especialmente graves tendo em conta que um dos grandes alvos da comunicação da marca de gelados são as crianças. Depois, ainda no campo dos erros ortográficos, tivemos o "sofucar" do Correio da Manhã. Como é que aquelas gordas não passaram despercebidas, nem eu sei. Mas o pior ainda estava para vir.

 

No sábado acordo com a especulação no Facebook de que Diogo Morgado ia participar na 5ª temporada de "Game of Thrones". Clico no link (que, entretanto, já deixou de funcionar - já explico porquê) e digo logo: "Isto não é verdade." Algo que é confirmado pelo Aníbal, através do tal link.

 

Foi tudo criado desta maneira: Algures durante a sexta-feira, alguém decidiu ir ao shrturl.co e, pegando num artigo do site BreatheCast (um site dedicado sobretudo à música cristã, mas que também aborda filmes e séries relacionados com a temática), alterou o conteúdo, fazendo com que aparecesse a foto e o texto que diziam "Diogo Morgado em Game of Thrones". Uma partida. Um hoax. Em tudo semelhante ao que os brasileiros experienciaram com Selton Mello, que tinha sido alvo do mesmo rumor dias antes (e com um texto em tudo semelhante, senão mesmo igual).

 

O sucesso dos actores portugueses (os mais conhecidos do grande público, claro) lá fora é um tema que os media tradicionais portugueses gostam bastante de explorar. Dá pageviews, dá dinheiro. O problema é que, quando falam do que acontece lá fora, estes mesmos media tradicionais (de uma maneira geral) são... Burros. E sim, pesei bastante a palavra antes de a usar, mas é verdade. São burros. Incompetentes.

 

Senão vejamos: Como raio é que é possível que ninguém no Jornal de Notícias, no Diário de Notícias (ambos da Controlinveste), no Correio da Manhã (Cofina), n'A Bola, no Observador ou na SIC tenha pensado em cruzar fontes? Ou, sei lá, olhar para o link.

 

Eu sei que o jornalismo não está na valeta. Conheço excelentes exemplos de profissionais e publicações que fazem tudo para que o jornalismo se mantenha credível e com qualidade. Eles não têm a culpa de terem colegas burros, ignorantes e incompetentes que são incapazes de verificar a veracidade de uma informação. Esses sim, estão na valeta e arrastam com eles a profissão. O mesmo para quem desenha e para quem não verifica os cartazes da Olá ou para quem não faz correctamente a revisão de um jornal. E que obrigam o JB Martins, do Cineblog, a escrever este guia (que consegue mostrar bem a falta de tino que existe nas redacções).

 

De todos os OCSs que mencionei, o único capaz (até agora e que me tenha apercebido) de fazer um desmentido - e um pedido de desculpas - foi o Observador - curiosamente aberto há duas semanas. Não gosto muito dos conteúdos, mas aqui há que lhes tirar o chapéu porque engoliram o orgulho e foram capazes de admitir o erro e pedir desculpas. Outros (JN, A Bola) só referiram que era uma notícia falsa após haver confirmação do autor (um dos colaboradores da página de Facebook do blog Cabelo do Aimar reclamou esse título).

 

No entanto, o pior disto tudo não é que tenham associado erradamente um actor (não desvalorizando o Diogo Morgado, nem tão pouco a sua carreira) a uma série. O pior é não terem feito um mínimo de trabalho para confirmar a informação. Não terem ido a sites fidedignos (se é que eles sabem quais são esses sites fidedignos), ou mesmo verificar o site que o "artigo" referia como fonte original (para, obviamente, não encontrarem nada).

 

E já agora, o cúmulo de tudo isto: O TVDependente (blog no qual colaboro e que tem todos os dias informação fidedigna sobre as vossas séries preferidas) alertou e decidiu entrar na brincadeira, com um artigo falso que indicava que Cavaco Silva ia entrar em Game of Thrones (obviamente falsa, caso estejam na dúvida). E não é que um "jornal online" mais conhecido pelas suas ofertas de trabalho duvidosas do que propriamente pelos seus conteúdos decidiu publicar isso como se de uma notícia se tratasse? Não, não foi o Inimigo Público. Devia ter sido o Inimigo Público.

 

Agora só falta dizerem que o Rui Unas vai participar em Breaking Bad.

 

Pessoal, têm que rever tudo. Ensinamentos, métodos de trabalho, tudo. Só assim é que podem melhorar. Porque, presumo eu, querem informar correctamente e com factos as pessoas... Certo?

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publicado às 22:15

16

por Manuel Reis, em 03.06.14

Marcar um golo num jogo decisivo deve ser das melhores experiências que um jogador de futebol pode ter. Especialmente se esse jogador está numa posição que não é muito propensa a golos.

 

Mas que se lixem as posições, adiante.

 

Quando um jogador marca um golo, segue-se normalmente uma sensação de êxtase. Uma felicidade que se quer partilhar com toda a gente, sejam 20 pessoas à volta do pelado ou 65 mil num estádio ultra-moderno. Porque quando a bola ultrapassa 10 jogadores de campo, 1 guarda-redes e aqueles 17,8 m2 (mais coisa, menos coisa) de área vertical, o jogador responsável só quer correr, gritar, sorrir (a não ser que tenha sido auto-golo, mas isso agora não interessa nada)... Lá está, quer estar feliz e partilhar essa felicidade com todos os presentes.

 

Mas há sempre aqueles golos em que não há festejos. Não estou a falar dos que não são festejados pelo passado que liga o jogador que marcou à equipa que sofreu. Estou a falar daqueles em que interessa recuperar o resultado. Estou a falar de uma equipa que, aos 80 minutos, estava a perder 2-0, marca 1 e tem apenas mais 10 minutos para marcar mais dois golos. Felicidade extremamente refreada, concentração ao máximo, e levar a bola de volta ao meio-campo para a voltar a atirar parar a frente.

 

Um golo é uma pequena vitória, mas quando se está a perder a única vitória que interessa é a vitória final.

 

'Bora ganhar isto.

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publicado às 00:51

Como comentar no meu blog

por Manuel Reis, em 28.05.14

Altura de pôr os pontos nos is. Olha, um ponto no i. E outro.

 

Tudo bem que isto dos blogs faz parte de uma experiência social na internet. Tudo bem. Não me importo com isso. Eu dou a cara pelo que escrevo, tal como espero que vocês dêem a cara por aquilo que escrevem. Mas, no meio disto tudo, há quem se deseje manter anónimo. Respeito isso. Embora não seja adepto de que as pessoas se escondam atrás de uma falsa identidade (normalmente porque usam essa identidade para falar mal), respeito a opção. O que não respeito é o que fazem com essa identidade. E isso passa por tudo: Nome, links, etc.

 

Por isso, novas regras. Os comentários, para além de moderados, terão de ter um nome que não remeta imediatamente para os classificados de acompanhantes do Correio da Manhã ou spam de casas de apostas online e jogos "sociais". Também não poderão ter links duvidosos (a dúvida fica ao meu critério, mas links terminados em .biz ou noutros domínios normalmente associados a esquemas ilegais serão bloqueados, assim como outros locais que possam danificar a experiência de utilização - como um excesso de pop-ups, excesso de anúncios, etc.)

 

Ao comentarem, estão automaticamente a aceitar estas regras. Vou tentar pedir a quem de direito para colocar um link para este texto na zona de comentários.

 

Porque é que faço isto? Porque, ao contrário do Wordpress, aqui não posso editar cada dado de quem comenta. Apesar da qualidade de alguns comentários (e que podem levar a uma discussão), a casa é minha. Eu é que mando. Quero mantê-la limpa para que quem a possa visitar o possa fazer sem ir ao engano. Tal como os Blogs do SAPO têm as suas Condições de Utilização (actualizada recentemente), eu tenho as minhas.

 

ACTUALIZAÇÃO: Nem de propósito, e alguns dias depois, o Inspira-me coloca este tema em destaque. Post actualizado com a tag respectiva.

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publicado às 17:41

11

por Manuel Reis, em 05.05.14

O meu primeiro telemóvel foi um Siemens. A55. Com WAP. Para quem já não se recorda do WAP, foi a primeira forma que os telemóveis (em 2003, praticamente todos ainda com ecrãs monocromáticos que não chegavam aos 4cm de altura!) tiveram de aceder à Internet. E o meu primeiro cartão, um amarelo da TMN (ainda com este logotipo), com o Mimo. Bons tempos, em que um carregamento obrigatório de 25€ a cada 3 meses davam e sobravam para tudo. A vida foi andando para a frente, o A55 foi dando problemas, e rapidamente o troquei por um Nokia 3200 (sempre fui um nerd, mesmo no inconsciente). Depois desse, em 2008, veio mais um Nokia, o 5700 (quando a Nokia ainda fazia bons telemóveis e tinha um sistema operativo decente e suportado nos principais SOs de computador) Sempre com TMN, até ao dia em que me ofereceram um cartão Yorn (Vodafone). Coloquei-o num Nokia 3310 que estava lá por casa parado e, após algum tempo a usar os dois números em simultâneo, passei a 100% para a Vodafone. A razão foi simples: A maior parte dos meus contactos era Vodafone ou então usava o mesmo tarifário que eu.

 

Mas, após cinco anos de luta (principalmente para continuar a funcionar), o Nokia 5700 estava a ceder gravemente. Isso juntado a um desejo antigo e... Pimba: iPhone 5s. Sem contratos, desbloqueado, adquirido directamente à Apple (é o melhor que fazem, visto que custa exactamente o mesmo caso o comprem bloqueado a qualquer uma das operadoras portuguesas).

 

Started from the bottom, now we're here. Neste caso do topo. Adiante.

 

2014. Em 11 anos, as necessidades dos consumidores mudaram. Os tarifários... Para ser sincero, não acho que tenham acompanhado. Neste momento, o que é preciso é, principalmente, tráfego de dados. A Vodafone, há uns tempos, começou com os tarifários pré-pagos RED, que eram parvos logo à partida porque substituiram os tarifários que tinham com mínimo de 600MB/mês por um com 200MB/mês. Não que isto me chateasse particularmente, porque continuo com pré-pagos, sem contratos, sem obrigações. Chateia é ver que a operadora em que estou não se preocupa em tentar melhorar os tarifários (bem pelo contrário) e, sobretudo, que essa falta de preocupação se alastra aos outros tarifários da empresa, quando há concorrência muito forte (e muito boa) dos outros lados da barricada. E não sou o único a achar isto - Quase 500 mil pessoas saíram da Vodafone no último ano. 500 mil pessoas não é pouco. É 5% da população nacional. É uma perda de 7% da vossa clientela num ano.

 

Nestes últimos 3 meses estive envolvido numa promoção da Yorn que oferecia 5GB de tráfego por mês. Acabou no dia 30. Mas pensei… Nestes últimos meses, eu fiz muitos carregamentos de 5 euros. MUITOS. Peguei na factura detalhada, e fiz as contas: Entre Fevereiro e Março, gastei só em comunicações (outros tarifários Vodafone, outras redes, números de apoio Vodafone e um ou outro 808 e 707) 23,95€. Juntando a isso 9 cobranças de 1,75€ (sempre à segunda-feira, e houve 9 em Fevereiro e Março), dá um total de 39,70€ - média de 19,85€/mês. Suponhamos que não tinha a promoção dos 5GB e estava com o meu tarifário normal, o Yorn W 2GB, 4,25€/semana. Seriam 62,20€ - média de 31,10€/mês. Na verdade, e se quiserem fazer um exercício matemático simples, seriam 30,19€. Mesmo assim, é muito.

 

Vodafone, estás em muitos maus lençóis na concorrência directa. Vamos colocar isto da seguinte maneira… Até o Moche fica mais barato. Muitos até dirão que o M4O era uma boa solução, e é. Don’t get me wrong, é um excelente tarifário… Para famílias. Para, pelo menos, mais de duas pessoas. Por isso, não me compensa.* Não vou voltar ao Meo. Porquê? Porque não é a solução mais barata. A mais barata é, sim… O WTF.

 

*Não apresento cálculos por um simples facto: Não tendo dados das comunicações gratuitas que fiz para a Vodafone, não me é possível fazer uma comparação minimamente justa, ao contrário do WTF. Mas considerando que faço bastantes chamadas para a Vodafone, nunca me iria compensar.

 

A comunicação geral da marca é, em bom português, uma bela merda. O site não tem nenhum texto minimamente sério (nem o site da Optimus), boa parte das respostas das FAQs estão em vídeo (o que é fantástico quando não se tem tráfego ilimitado para o YouTube - fix it!), os anúncios são fracos… Apesar do limite de idade para aderir a este tarifário ser de 25 anos, a campanha está claramente focada nos adolescentes (se bem que já me tenho cruzado com alguns menores de 18 que também não gostam da comunicação da marca). Portanto, o que é que me atrai? O preço. As condições. O dinheiro que realmente vou gastar. O facto de ainda ser suficientemente jovem para poder usufruir deste tarifário (quem tem mais de 25 anos não pode, sequer, aderir).

 

Pegando nas mesmas comunicações pagas que fiz, cheguei à conclusão de que com o WTF pagaria, só pelas comunicações, 3,66€... Nos dois meses! Só porque os 808 e 707 e serviços da operadora não estão incluídos no pacote de minutos. Dividindo isso pelos dois meses e adicionando a mensalidade (14,90€), ficamos com a bonita quantia de… 16,73€. Por mês. Para perspectivar, é uma poupança de 44,6% face às despesas médias que iria ter com um Yorn W 2GB. E não tenho tráfego contabilizado em algumas apps de mensagens que uso regularmente (o que é um bónus).

 

Claro, existem alguns "senãos":

  • Os 500 minutos não são 500 minutos, são 500 créditos. Ou seja, uma chamada de 1m1s irá contar como 2 créditos a menos. Mas mesmo passando os 70 minutos de chamadas que fiz para créditos - 79 - e especulando sobre as comunicações que fiz e que não foram contabilizadas na factura da Vodafone, não irei, de certo, ultrapassar esse limite. Mas, caso o ultrapasse, o tarifário é sempre mais barato que no Yorn W (0,15€/min. vs. 0,199€/min. para Vodafone ou 0,349€/min. para outras redes). Não é um “senão" tão grande, mas leva-nos ao “senão” maior, que é…
  • A taxação. 60+60 nas chamadas (já explicado nos créditos, mas que também se aplica nas chamadas caso se ultrapassem os 500 “minutos”) e 100KB na internet. Isto é que me chateia, porque tanto a Vodafone como o Meo taxam a cada 10KB. Mas não deve ser um problema.

 

Acho que aqui as vantagens são bastante superiores às desvantagens. Especialmente porque é mais barato. BEM mais barato. Por isso, Vodafone, daqui sai mais um. É pena, é verdade. Mas quando não respondes às necessidades dos consumidores a tempo… Eles vão saindo. Um de cada vez. Foquem-se nos clientes em vez de se focarem no que os outros fazem.

 

Ironia: Estar a escrever um post sobre a minha mudança da Vodafone para a Optimus num blog alojado no grupo PT. Qualquer dia faço o full circle. Se me derem um tarifário melhor, claro.

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publicado às 22:11

1

por Manuel Reis, em 14.04.14

Decidi voltar aqui. Sim, mexer nos layouts não é para impacientes. Sim, a página de criação de posts não é a melhor. Sim, falta suporte para markdown (era tão bom), que dá muito jeito para escrever notas de rodapé. (EDIT: E, já que estou numa de pedidos, como é que implemento o Disqus por aqui?)

Mas tenho uma equipa de apoio técnico inigualável, que responde quase pessoalmente a todos os pedidos. O que é muito bom.

O que é que me proponho a fazer aqui? Não sei. Para já, dar uso meu domínio. Já que sou master of my domain, sempre é melhor fazer algo com ele. Por isso, bem-vindos ao manuelreis.pt (ainda não, mas hei-de tratar disso!). Para já, vai ser aqui. Textos mais longform virão para aqui, quando me ocorrer algum. É um objectivo, tentar escrever mais. E melhor. Mas só se consegue escrever melhor escrevendo-se mais, por isso, para já, o objectivo é escrever mais. Mais. Pronto, está escrito.

Faltam-me só dois ou três anúncios. Pôr o bicho a render, também é importante. E preencher a sidebar com informação (alguma dela que pode ser considerada inútil por muitos vocês). E tentar colocar um link para o meu Tumblr no mesmo sítio em que estão os links para o Twitter e para o Facebook, lá em cima.

Por isso, bem-vindos. Mais um estaminé. Agora tenho de ir fazer o jantar. Um dia ainda criam um blog que faça o jantar por nós. Não que dê receitas, mas que faça literalmente o jantar. Tipo, escreves o que queres jantar e o jantar aparece feito. Algo do género: Hambúrguer, no pão, com alface. E pronto, um suculento hambúrguer (tipo Hamburgueria do Bairro ou Munchie, nenhuma merda do McDonald’s) só com alface aparece pronto numa qualquer caixa. Tratem de fazer isso. Pode funcionar para vários tipos de negócio. “Preciso de uma harmónica”. Pimba, uma harmónica. “Modelo 3 correctamente preenchido”. Já não se têm de preocupar com o IRS. “Quero o comando da TV da sala.”

OK, aqui já é um bocado parvo. Vão ter de se levantar na mesma. Porque é que não vão buscar o comando?

Enfim, chega disto.

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publicado às 21:58




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