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(Não... Não é esta... Se bem que esta é mais interessante.)

(Cá está. Yup, a de cima é, de facto, mais interessante.)

 

Mais um episódio do podcast TVDependente aqui (e mais dois que não referi no blog: 55 e 56). Este foi dos que mais gozo me deu fazer. Voltámos às entrevistas e desta vez foi com um ex-colega dos idos da blogosfera (do saudoso e trabalhoso Hotvnews), o Eduardo, que há uns anos decidiu ir para os Estados Unidos fazer o seu mestrado e já ganhou um Emmy. Claro, podem desvalorizar: "É um Emmy regional." Estou-me a cagar. É um Emmy. Um Emmy é um Emmy. É o Óscar, o Grammy, o Tony da Televisão. Para quem não sabe, o Tony é o Óscar, o Grammy, o Emmy do Teatro. O Grammy está para a Música e, caso não saibam, o Óscar está para o Cinema.

 

A conversa lá foi, mais uma vez, para o estado dos media em Portugal, e faço aqui um apelo: Falem sobre isto. Um português ganhou um Emmy. É uma das maiores honras que alguém que trabalha em televisão pode receber (senão a maior). As nossas novelas já ganharam dois. Após alguma insistência, lá noticiaram a nomeação. Mas não falaram na vitória. Claro, falaram no Diogo Morgado ir para Game of Thrones, no Diogo Morgado afinal não ir para Game of Thrones porque fomos todos enganados e as notícias estão a ser pirateadas, numa vaca brava à solta, 700 mil referências à derrota de Portugal com a Alemanha (mesmo depois de passarem alguns dias e já toda a gente estar farta de ouvir falar da derrota de Portugal com a Alemanha), na possível doença que Cavaco Silva pode ou não ter, no ex-Rey, no novo Rey, do quão bom era ter uma monarquia cá, do quão bom era ter uma Terceira República Espanhola, na mudança de liderança no BES porque aquilo não está muito bem de finanças, e em qualquer espaço noticioso não houve um único milésimo de segundo para valorizar uma vitória de um português lá fora. Vamos dar boas notícias de vez em quando, vá.

 

Noutros temas, também falámos de Game of Thrones e da sua 4ª temporada, que terminou no domingo passado (ou na terça, se seguem pelo Syfy). E finalmente percebi o dialecto estrunfe: É para evitar spoilers. Para exemplificar vou fazer aqui um comentário ao final da 4ª temporada: "Porra, que um spoiler já não spoiler spoilar em paz!" Querem perceber o que disse aqui? Vejam GoT e ouçam o Podcast TVDependente 57, aqui.

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publicado às 02:13

19

por Manuel Reis, em 16.06.14

Eu costumo dizer que não sou "Anti". Não sou daqueles que grita "Porto é merda", "Benfica é merda", etc. Aliás, fico lixado com essa malta (essencialmente claques) que, acima de defender o seu clube, quer provocar e ofender os clubes dos outros. Aqueles que não ligam ao futebol tanto como ligam à luta livre desregulada e em qualquer lugar com qualquer pessoa. Os que normalmente vão para o topo dos viadutos atirar pedras aos autocarros das equipas adversárias, ou que se juntam à porta do estádio a 2 minutos do jogo só para armar confusão. O que eu quero é o bem do meu clube. Apenas e só isso.

 

Excepto quando falamos em selecções.

 

Aí há dois exemplos de equipas nacionais que me deixam aziado. A França, com o seu chauvinismo clássico, é o nosso rival de facto. A Espanha também, mas até temos alguma simpatia por eles. Agora, os franceses? Esses sacanas já nos eliminaram 3 vezes nas meias-finais, com uma arrogância terrível? O Euro 2000 ainda me está entalado na garganta (pior que o penalty foi o que aquele cabrão do Günter Benkö escreveu no relatório). Sim, a França deixa-me aziado.

 

Qual é o segundo?

 

A Grécia. Euro 2004. É preciso dizer mais? Quando se joga contra a Grécia é sempre uma questão de honra. Seja amigável ou para competição. Aí não há volta a dar.

 

Pronto, sou anti. Não posso com os franceses nem com os gregos. Mas acho que todos em Portugal somos assim. Ou quase todos.

 

E agora fiquem com um GIF da emissão da RTP. Mas como o GIF tem 6.8 MB, cliquem na imagem para o verem. Não vá eu estoirar-vos parte do vosso plafond de tráfego.

 

 

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publicado às 00:35

18

por Manuel Reis, em 15.06.14

(Foto: Getty Images)

 

Bem... Chegámos a meio. Da primeira jornada, claro. Três dias cheios de futebol, com dois óbvios candidatos a melhor golo do torneio (este da foto e o 2º golo da Costa do Marfim na noite de hoje) num leque de 28 golos marcados em apenas oito jogos, quatro reviravoltas (Brasil, Holanda, Costa Rica e Costa do Marfim), resultados surpreendentes (Espanha-Holanda e Uruguai-Costa Rica), alguns jogadores que surpreenderam quem não os conhecia (Joel Campbell, por exemplo) e outros que... Não são nenhuma surpresa (estou a olhar para ti, Maxi Pereira). Uma média de 3,5 golos por jogo, comparado a 1,6 golos/jogo no timeframe equivalente no Mundial de 2010. Assim sim, dá gosto ver. A festa começou (e espero que não seja fortemente estragada na 2ª feira).

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publicado às 03:59

17

por Manuel Reis, em 09.06.14

Foi uma semana negra para a comunicação portuguesa. Tanto para a comunicação de marcas como para a comunicação social.

 

Foram os cartazes da Olá (marca Unilever-Jerónimo Martins) com erros ortográficos ("Já experimentas-te os chocolates Olá?"), especialmente graves tendo em conta que um dos grandes alvos da comunicação da marca de gelados são as crianças. Depois, ainda no campo dos erros ortográficos, tivemos o "sofucar" do Correio da Manhã. Como é que aquelas gordas não passaram despercebidas, nem eu sei. Mas o pior ainda estava para vir.

 

No sábado acordo com a especulação no Facebook de que Diogo Morgado ia participar na 5ª temporada de "Game of Thrones". Clico no link (que, entretanto, já deixou de funcionar - já explico porquê) e digo logo: "Isto não é verdade." Algo que é confirmado pelo Aníbal, através do tal link.

 

Foi tudo criado desta maneira: Algures durante a sexta-feira, alguém decidiu ir ao shrturl.co e, pegando num artigo do site BreatheCast (um site dedicado sobretudo à música cristã, mas que também aborda filmes e séries relacionados com a temática), alterou o conteúdo, fazendo com que aparecesse a foto e o texto que diziam "Diogo Morgado em Game of Thrones". Uma partida. Um hoax. Em tudo semelhante ao que os brasileiros experienciaram com Selton Mello, que tinha sido alvo do mesmo rumor dias antes (e com um texto em tudo semelhante, senão mesmo igual).

 

O sucesso dos actores portugueses (os mais conhecidos do grande público, claro) lá fora é um tema que os media tradicionais portugueses gostam bastante de explorar. Dá pageviews, dá dinheiro. O problema é que, quando falam do que acontece lá fora, estes mesmos media tradicionais (de uma maneira geral) são... Burros. E sim, pesei bastante a palavra antes de a usar, mas é verdade. São burros. Incompetentes.

 

Senão vejamos: Como raio é que é possível que ninguém no Jornal de Notícias, no Diário de Notícias (ambos da Controlinveste), no Correio da Manhã (Cofina), n'A Bola, no Observador ou na SIC tenha pensado em cruzar fontes? Ou, sei lá, olhar para o link.

 

Eu sei que o jornalismo não está na valeta. Conheço excelentes exemplos de profissionais e publicações que fazem tudo para que o jornalismo se mantenha credível e com qualidade. Eles não têm a culpa de terem colegas burros, ignorantes e incompetentes que são incapazes de verificar a veracidade de uma informação. Esses sim, estão na valeta e arrastam com eles a profissão. O mesmo para quem desenha e para quem não verifica os cartazes da Olá ou para quem não faz correctamente a revisão de um jornal. E que obrigam o JB Martins, do Cineblog, a escrever este guia (que consegue mostrar bem a falta de tino que existe nas redacções).

 

De todos os OCSs que mencionei, o único capaz (até agora e que me tenha apercebido) de fazer um desmentido - e um pedido de desculpas - foi o Observador - curiosamente aberto há duas semanas. Não gosto muito dos conteúdos, mas aqui há que lhes tirar o chapéu porque engoliram o orgulho e foram capazes de admitir o erro e pedir desculpas. Outros (JN, A Bola) só referiram que era uma notícia falsa após haver confirmação do autor (um dos colaboradores da página de Facebook do blog Cabelo do Aimar reclamou esse título).

 

No entanto, o pior disto tudo não é que tenham associado erradamente um actor (não desvalorizando o Diogo Morgado, nem tão pouco a sua carreira) a uma série. O pior é não terem feito um mínimo de trabalho para confirmar a informação. Não terem ido a sites fidedignos (se é que eles sabem quais são esses sites fidedignos), ou mesmo verificar o site que o "artigo" referia como fonte original (para, obviamente, não encontrarem nada).

 

E já agora, o cúmulo de tudo isto: O TVDependente (blog no qual colaboro e que tem todos os dias informação fidedigna sobre as vossas séries preferidas) alertou e decidiu entrar na brincadeira, com um artigo falso que indicava que Cavaco Silva ia entrar em Game of Thrones (obviamente falsa, caso estejam na dúvida). E não é que um "jornal online" mais conhecido pelas suas ofertas de trabalho duvidosas do que propriamente pelos seus conteúdos decidiu publicar isso como se de uma notícia se tratasse? Não, não foi o Inimigo Público. Devia ter sido o Inimigo Público.

 

Agora só falta dizerem que o Rui Unas vai participar em Breaking Bad.

 

Pessoal, têm que rever tudo. Ensinamentos, métodos de trabalho, tudo. Só assim é que podem melhorar. Porque, presumo eu, querem informar correctamente e com factos as pessoas... Certo?

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publicado às 22:15

16

por Manuel Reis, em 03.06.14

Marcar um golo num jogo decisivo deve ser das melhores experiências que um jogador de futebol pode ter. Especialmente se esse jogador está numa posição que não é muito propensa a golos.

 

Mas que se lixem as posições, adiante.

 

Quando um jogador marca um golo, segue-se normalmente uma sensação de êxtase. Uma felicidade que se quer partilhar com toda a gente, sejam 20 pessoas à volta do pelado ou 65 mil num estádio ultra-moderno. Porque quando a bola ultrapassa 10 jogadores de campo, 1 guarda-redes e aqueles 17,8 m2 (mais coisa, menos coisa) de área vertical, o jogador responsável só quer correr, gritar, sorrir (a não ser que tenha sido auto-golo, mas isso agora não interessa nada)... Lá está, quer estar feliz e partilhar essa felicidade com todos os presentes.

 

Mas há sempre aqueles golos em que não há festejos. Não estou a falar dos que não são festejados pelo passado que liga o jogador que marcou à equipa que sofreu. Estou a falar daqueles em que interessa recuperar o resultado. Estou a falar de uma equipa que, aos 80 minutos, estava a perder 2-0, marca 1 e tem apenas mais 10 minutos para marcar mais dois golos. Felicidade extremamente refreada, concentração ao máximo, e levar a bola de volta ao meio-campo para a voltar a atirar parar a frente.

 

Um golo é uma pequena vitória, mas quando se está a perder a única vitória que interessa é a vitória final.

 

'Bora ganhar isto.

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publicado às 00:51




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